O potencial e os limites do FNDCT para financiar a inovação no Brasil

Autores

  • Solange Coder Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
  • Antônio Márcio Buainain Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) 0000-0002-1779-5589
  • Sandra Hollanda Centro Nacional de Pesquisa em Materiais (CNPEM) 0009-0005-7008-2368
  • Carlos Américo Pacheco Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Palavras-chave:

financiamento à ciência, tecnologia e inovação, FNDCT, fundos setoriais

Resumo

Desde a década de 1970, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) foi a principal fonte de financiamento público do desenvolvimento da C&T no Brasil. Depois de profunda crise na década de 1990, o FNDCT foi revitalizado com a criação dos Fundos Setoriais de Ciência, Tecnologia e Inovação, no final da década de 1990, mas voltou a perder relevância financeira a partir de 2015. A Lei Complementar n. 177, de 2021, introduziu mudanças nas fontes de recursos do FNDCT e na própria natureza do fundo, que deixou de ser um fundo contábil, sem autonomia e inteiramente dependente de recursos do Tesouro Nacional, e passou a ser um fundo financeiro com autonomia para incorporar os saldos e ganhos financeiros a seu patrimônio. O presente artigo aborda o esgotamento do modelo setorial e da estrutura de governança do FNDCT e traz proposições para reorganizar o financiamento à ciência, tecnologia e inovação a partir das fontes vinculadas dos fundos setoriais.

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Biografia do Autor

  • Solange Coder, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

    Doutora e Mestre e Pós-Doutorada em Política Científica e Tecnológica pela Universidade Estadual de
    Campinas (Unicamp). Consultora na área de financiamento à Inovação.

  • Antônio Márcio Buainain, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

    Professor do Instituto de Economia da Unicamp (IE/Unicamp), pesquisador sênior do Instituto
    Nacional de Ciência e Tecnologia em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento (INCT/PPED)
    e do Núcleo de Economia Aplicada, Agricultura e Meio Ambiente (NEA+), vinculado ao IE/Unicamp.
    Doutor em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

  • Sandra Hollanda, Centro Nacional de Pesquisa em Materiais (CNPEM)

    Doutora em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas.

  • Carlos Américo Pacheco, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

    Professor do Instituto de Geociências da Unicamp (IG/Unicamp). Diretor-Presidente do Conselho
    Técnico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Doutor e Mestre
    em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas e Pós-Doutorado pela Columbia
    University.

Referências

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Publicado

2023-05-08

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

O potencial e os limites do FNDCT para financiar a inovação no Brasil. (2023). Revista Do Serviço Público, 74(1), 143-166. https://revista.enap.gov.br/index.php/RSP/article/view/9961