Submissão
Condições para submissão
Todas as submissões devem atender aos seguintes requisitos.
- O texto segue os padrões de estilo e requisitos bibliográficos descritos em Diretrizes para Autores
- A RSP não cobra taxa de editoração (Article Processing Charges - APC), taxa de submissão ou publicação de artigos aos autores.
- Em caso de submissão a uma seção com avaliação pelos pares (ex.: artigos), o arquivo do trabalho submetido não deverá, em hipótese alguma, conter o nome dos seus autores.
- A contribuição é original, inédita e não está sendo avaliada para publicação por outra revista. No ato da submissão, todos os autores do artigo deverão ter seus dados incluídos, caso contrário, a submissão será sumariamente rejeitada. A inclusão do número ORCID de todos os autores é obrigatória.
- Submissões feitas em formato PDF serão sumariamente rejeitadas.
- A RSP é uma revista de acesso aberto, portanto os trabalhos/estudos/documentos aqui submetidos devem ser de acesso aberto (aceitar a Declaração de direitos autorais e informar nos metadados da submissão).
Artigos
Política padrão de seção (7 a 9 artigos por número).
Ed. especial: Adm. Pública e Soberania Digital
A transformação digital dos Estados contemporâneos tem se configurado como um dos fenômenos mais significativos da administração pública nas últimas duas décadas, transcendendo a mera adoção de tecnologias para se constituir em uma questão estratégica de soberania nacional.
Esse processo, que inicialmente se apresentou como uma oportunidade de modernização e eficiência dos serviços públicos, revela-se hoje, para além do Brasil, como um campo de tensões geopolíticas onde as escolhas tecnológicas dos governos determinam não apenas a qualidade dos serviços prestados aos cidadãos, mas também o grau de autonomia e independência dos Estados nacionais.
A crescente dependência de infraestruturas digitais controladas por conglomerados tecnológicos estrangeiros, particularmente as chamadas "big techs", tem suscitado debates fundamentais sobre os limites da soberania estatal na era digital e sobre os riscos associados à terceirização de funções essenciais do Estado para atores privados transnacionais.
No que diz respeito à administração pública, a problemática da soberania digital manifesta-se em múltiplas dimensões que demandam análise acadêmica rigorosa. Primeiro, a dimensão infraestrutural, que envolve questões sobre o controle físico dos data centers, redes de telecomunicações e demais componentes materiais que sustentam os serviços digitais governamentais. Segundo, a dimensão dos dados, que abarca não apenas a custódia e proteção de informações sensíveis do Estado e dos cidadãos, mas também as assimetrias no acesso e uso destes dados por parte de empresas privadas, configurando fluxos unidirecionais (government-to-business) que beneficiam desproporcionalmente os atores privados em detrimento do interesse público. Terceiro, a dimensão da inteligência artificial e algoritmos, onde a adoção acrítica de sistemas de IA desenvolvidos por grandes corporações tecnológicas pode resultar em dependências estruturais que comprometem a autonomia decisória do Estado e perpetuam vieses e lógicas alheias aos valores e objetivos das políticas públicas nacionais.
Esta edição especial da Revista do Serviço Público busca aprofundar esse debate e encorajar estudos que investiguem experiências concretas de implementação de políticas de soberania digital, análises comparativas entre diferentes modelos nacionais, bem como impactos dessas políticas na efetividade e legitimidade da ação estatal, além de reflexões teóricas sobre as transformações do Estado na era digital.
Interessa, sobretudo, reunir estudos e pesquisas autorais inéditas, teóricos e empíricos, sob diversos prismas metodológicos e disciplinares, especialmente nos campos das políticas públicas e gestão governamental, ciência política, economia, direito, informação, comunicação e tecnologia. A edição procurará reunir as reflexões de pesquisadores, especialistas e gestores públicos, que se sintam desafiados e estimulados por questões como a seguir:
- Qual conceito de soberania digital deve ser articulado para desenvolver e fortalecer as capacidades estatais do Brasil e que seja útil na prática para formuladores de políticas públicas?
- Quais seriam as experiências mais relevantes de autonomia tecnológica e soberania digital em serviços digitais públicos e administrativos de diferentes países como membros dos Brics+, da Europa e da Ásia?
- Como devem ser estruturadas as capacidades da administração pública federal para o maior controle e autodeterminação de suas infraestruturas digitais e dos dados sob sua custódia?
- Quais seriam as melhores estratégias de articulação e coordenação entre o Estado, a academia/institutos de pesquisa e o setor privado (nacional e internacional) no âmbito das políticas industriais, científicas, tecnológicas e de inovação voltadas à soberania digital?
- Qual o papel das instituições e empresas estatais de tecnologia da informação e comunicação no processo de assegurar a soberania digital do Estado brasileiro?
- Quais os instrumentos de financiamento da economia digital e de estratégias de governo digital vigentes – ou a serem construídos - no Brasil, que fomentem e fortaleçam a soberania digital? (comparações internacionais são bem-vindas)
- Quais devem ser os critérios para a relação da Administração Pública com empresas de tecnologia (nacionais e internacionais) que venham a oferecer formação e capacitação a servidores públicos, com foco em soberania digital?
Espera-se que as contribuições abordem as questões como acima sugeridas articulando, de um ponto de vista crítico e reflexivo, temáticas como:
- Capacidades Organizacionais e Burocráticas para Implementação de políticas industriais, científicas, tecnológicas e de inovação no âmbito da agenda digital;
- Governança e Coordenação de políticas industriais e de inovação para o serviço públicos. Arranjos Institucionais de implementação;
- Desafios e potencialidades das políticas públicas baseadas em dados e serviços digitais;
- Instrumentos contemporâneos de políticas digitais;
- Dinâmica do processo decisório de políticas digitais e tecnológicas no ambiente governamental brasileiro;
- Representação política e institucional do setor privado, sindicatos de trabalhadores e sociedade civil organizada;
- Mecanismos e processos de articulação público-privado;
- Monitoramento e Avaliação de políticas digitais e tecnológicas;
- Arranjos federativos, presidencialismo de coalização e relações entre os poderes;
- Papel da burocracia pública nas políticas digitais e tecnológicas;
- Instrumentos orçamentários e fiscais das modernas políticas digitais;
- Relacionamento das políticas digitais e tecnológicas com as demais políticas setoriais do governo federal, no ciclo de políticas públicas.
Diretrizes para Submissão:
Os resumos devem conter obrigatoriamente: objetivo principal do artigo (com a pergunta de pesquisa), metodologia a ser utilizada, principais resultados esperados além das principais referências a serem utilizadas
Já os artigos finalizados devem ser originais, baseados em pesquisas empíricas e/ou análises teóricas e devem seguir as normas de formatação, tamanho e citação da Revista do Serviço Público, disponíveis no site:
https://revista.enap.gov.br/index.php/RSP/about/submissions
Toda submissão de resumos deverá ser feita pelo sistema OJS da revista. Para submeter seu resumo é preciso estar previamente cadastrado no sistema.
Processo de Seleção e Avaliação:
Inicialmente, solicitamos a submissão somente do resumo ou abstract do manuscrito.
Estes serão avaliados quanto à originalidade, relevância e contribuição teórica e/ou empírica para os objetivos da edição especial (desk review pelos editores convidados). A seleção nesta etapa de desk review não garante a aceitação final para a publicação, mas sim a participação em workshop a ser organizado pela Enap, em formato híbrido, para discussão das versões preliminares dos trabalhos pré-selecionados.
Os resumos ou abstracts deverão ter até 500 palavras, contendo: o tema, o problema, a pergunta e/ou objetivo, a metodologia e as hipóteses ou o argumento a ser desenvolvido no artigo. Os manuscritos submetidos em sua versão final serão avaliados pelo processo de revisão por pares duplamente cega (double-blind peer review), no qual os autores e revisores (dois especialistas externos) permanecem anônimos durante o processo de avaliação.
Cronograma
- Abertura da chamada de artigos: 30/09/2025
- Submissão de Resumo pelo sistema OJS/RSP: 15/10
- Divulgação dos resumos selecionados: 30/11
- Realização de workshop para discussão das versões preliminares dos manuscritos após a divulgação dos resumos selecionados: 28/02/2026
- Submissão da versão final dos manuscritos, após o workshop, para efeitos de duplo peer-review: 15/04
Para maiores informações: rsp@enap.gov.br
Ed. especial: Mudança climática na agenda da administração pública
contribuições inéditas, teóricas e empíricas, sob diversos prismas metodológicos, nos campos da política, políticas públicas e gestão governamental, que dialoguem criticamente com questões como:
- Limites e possibilidades da administração pública para formular, implementar e avaliar políticas climáticas em diferentes níveis de governo.
- Falhas de desenho e de implementação, em especial aquelas relacionadas à governança e à atuação de múltiplos atores.
- Capacidades administrativas e técnicas prioritárias e seu estágio de desenvolvimento nas diversas ordens de governo.
- Estratégias de articulação entre Estado, sociedade civil e setor privado que fortaleçam capacidades político-relacionais.
- Arranjos federativos e intergovernamentais, verticais e horizontais, voltados à implementação de políticas climáticas.
- A atuação de grupos de interesse econômicos, sociais e internacionais na formulação e execução de políticas.
- Inovações institucionais e intersetoriais capazes de superar a fragmentação da administração pública.
Temas de interesse incluem, entre outros:
- Capacidades organizacionais e burocráticas para políticas climáticas;
- Governança, coordenação e cooperação federativa;
- Atuação de grupos de interesse e conflitos políticos;
- Arranjos institucionais entre Estado e atores sociais/econômicos;
- Relações com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável;
- Instrumentos de planejamento (Plano Plurianual, Plano Clima, etc.);
- Policy design e instrumentos de políticas públicas nas três esferas de governo;
- Monitoramento e avaliação de políticas climáticas.
Embora o foco seja empírico, também serão bem-vindos aportes teóricos e conceituais que contribuam para o avanço do debate.
Declaração de Direito Autoral
Declaração de Responsabilidade e Direitos Autorais
Os autores concordam que o conteúdo do artigo submetido para análise na Revista do Serviço Público (RSP) é de responsabilidade exclusiva dos mesmos, sendo o trabalho original, que não foi publicado ou está sendo considerado para publicação em outra revista impressa ou eletrônica.
Os autores garantem que o artigo não contém nenhuma violação de quaisquer direitos autorais ou outro direito de terceira, sendo permitida a citação de parte do artigo sem a autorização prévia dos autores, desde que seja identificada a fonte.
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Em caso de aprovação do artigo, os autores confirmam que transferem todos os direitos autorais do artigo à Revista do Serviço Público (ISSN impresso 0034-9240 e ISSN online 2357-8017).
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