La colonialidad de las políticas públicas
la construcción del otro como dispositivo de dominación
DOI:
https://doi.org/10.21874/rsp.v77i1.11455Palabras clave:
colonialidad, políticas públicas, representación, teoría decolonial, construcción del otroResumen
Este artículo desarrolla el concepto de “colonialidad de las políticas públicas” para examinar cómo persisten racionalidades coloniales en las intervenciones estatales contemporáneas mediante la construcción sistemática del “otro” como dispositivo fundamental de dominación. El análisis articula teorías decoloniales con estudios críticos sobre políticas públicas, demostrando cómo políticas aparentemente inclusivas reproducen jerarquías coloniales a través de procesos de clasificación, representación e intervención que constituyen a ciertos sujetos como problemáticos, necesitados o deficientes. El marco analítico propuesto identifica cuatro dimensiones interrelacionadas de la colonialidad – epistémica, institucional, territorial y subjetiva – que operan a lo largo de todo el ciclo de la política pública, desde la formulación de la agenda hasta la evaluación. La originalidad de la propuesta reside en revelar cómo la construcción colonial del otro no es un efecto accidental, sino un mecanismo estructural que permite al Estado moderno definirse como racional y benevolente en contraste con aquellos que constituye como objetos de intervención. Las consideraciones finales señalan la necesidad de transformaciones que reconozcan y valoren la pluralidad epistemológica y ontológica como condición para políticas públicas genuinamente decoloniales.
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