Chances de ingresso de mulheres no Tribunal de Contas da União por concurso público

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21874/rsp.v76ic.11074

Palavras-chave:

mulheres, concurso público, sexo, igualdade de gênero

Resumo

O objetivo geral deste estudo foi investigar os fatores que influenciaram a aprovação das pessoas inscritas no último concurso para Auditor Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União (TCU), com ênfase na comparação entre resultados dos candidatos de sexo masculino ou feminino. Foi utilizada a base de dados demográficos dos candidatos inscritos e as notas em cada etapa do certame, com a indicação de aprovação. Além de análises descritivas e exploratórias das variáveis disponíveis no banco de dados quanto a perfil dos candidatos inscritos, ausentes e aprovados, assim como dos resultados por prova, foram utilizados o Teste T e o Qui-quadrado para comparar os resultados de homens e mulheres. Confirmou-se uma tendência de melhores desempenhos entre os candidatos do sexo masculino e maiores chances dos homens de serem aprovados no concurso.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Maria Paula B. Estellita Lins, Tribunal de Contas da União (TCU), Brasília – DF, Brasil

Mestre em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações pela Universidade de Brasília (UnB). Especialista em Tecnologias para Inovação pelo Instituto Serzedello Corrêa. MBA em Psicologia Positiva e Desenvolvimento Humano pelo Instituto de Pós-graduação e Graduação (IPOG). Graduada em Pedagogia e Psicologia Clínica pela UnB e Licenciatura em Artes Plásticas pela Faculdade Dulcina de Moraes.

Marcela de Oliveira Timóteo, Tribunal de Contas da União (TCU), Brasília-DF, Brasil

Especialista em Direitos Humanos e Responsabilidade Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Bacharel em Administração Pública pela Escola de Governo de Minas Gerais.

Patrícia Coimbra Souza Melo, Tribunal de Contas da União (TCU), Brasília - DF, Brasil

Especialista em Finanças e Orçamento Público e em Tecnologias para Inovação pelo Instituto Serzedello Corrêa. MBA em Gestão Estratégica e Inovação pela Faculdade Focus. Graduada em Administração pela Universidade de Brasília (UnB).

Referências

ABRUCIO, F. L.; LOUREIRO, M. R. Burocracia e ordem democrática: desafios contemporâneos e experiência brasileira. Capítulo da publicação: Burocracia e políticas públicas no Brasil: interseções analíticas. Brasília: Ipea/Enap, 2018. Disponível em: https://repositorio.enap.gov.br/jspui/handle/1/3247. Acesso em: 30 jun. 2024.

ALVES, I.C.S. Burocracia Representativa de Gênero no Governo Federal do Brasil. Tese (Doutorado em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismos). Faculdade de Ciências Humanas e Filosofia, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/37815. Acesso em: 30 jun. 2024.

ALVES, M. T. G.; FERRÃO, M. E. Uma década da Prova Brasil: evolução do desempenho e da aprovação. Estud. Aval. Educ., São Paulo, 30(75), p. 688-720, 2019. Disponível em: https://publicacoes.fcc.org.br/eae/article/view/6298. Acesso em: 30 jun. 2024.

AMDB (Associação das Mulheres Diplomatas do Brasil). Sítio Institucional, 2024. Disponível em: https://mulheresdiplomatas.org. Acesso em 02 jul. 2024.

ANDRADE, R. O.; FERNANDES, S. C. S. Expressões do sexismo no ambiente de trabalho: revisão de escopo. Psicologia: Teoria e Prática, 26(2), 2024. Disponível em: https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-36872024000201500&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt. Acesso em: 30 jun. 2024.

BECEGATO, M.; SILVA, R. H. O viés de gênero na neurociência comportamental. Revista de Estudos Culturais, 8, São Paulo: EACH USP, 2023. Disponível em: https://revistas.usp.br/revistaec/article/view/210071. Acesso em: 30 jun. 2024.

BIAN, L.; LESLIE, S. J.; CIMPIAN, A. Gender stereotypes about intellectual ability emerge early and influence children’s interestes. Science, 355(6323), 389-391, 2017. Disponível em: https://www.science.org/doi/full/10.1126/science.aah6524. Acesso em: 30 jun. 2024.

BRASIL. Relatório Nacional de Revisão do Estado Brasileiro da implementação da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim. [S.l.], 2019. Disponível em: https://bibliotecadigital.mdh.gov.br/jspui/bitstream/192/6766/1/RelatrioNacionaldeRevisodoEstadoBrasileirodaimplementaodaDeclaraoePlataformadeAodePequim..pdf. Acesso em: 30 jun. 2024.

CAVALCANTE, V.; KOMATSU, B. K.; MENEZES-FILHO, N. Desigualdades educacionais durante a pandemia. Policy Paper, 51, 2020. Disponível em: https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/6a058f72-dda9-4408-914d-279c1660f212/full. Acesso em: 30 jun. 2024.

DANTAS, B.; PEREIRA, A. P. S. S. Liderança feminina: mulheres que constroem o Tribunal de Contas da União. Revista Jurídica da Presidência [Recurso Eletrônico]. Brasília, v.23, n.130, jun./set. 2021. Disponível em: https://dspace.almg.gov.br/handle/11037/42044. Acesso em: 18 out. 2021.

DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Mulheres no mercado de trabalho: desafios e desigualdades constantes. Boletim Especial, 2024. Disponível em: https://www.dieese.org.br/boletimespecial/2024/mulheres2024.pdf. Acesso em 30 jun. 2024.

FORMIGA, N. S. Valores humanos e sexismo ambivalente. Revista do Departamento de Psicologia (UFF), 19(2), 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rdpsi/a/7QTKGNvcmNqXsfqV8d4XPqG/?lang=pt. Acesso em: 30 jun. 2024.

FRIEDRICHS, K.; KELLMEYER, P. Neurofeminism: feminist critiques of research on sex/gender differences in the neurosciences. European Journal of Neuroscience, 56, p. 5987-6002, 2022. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/ejn.15834. Acesso em: 30 jun. 2024.

GUERIM, L. D. Neurociência localizada: revendo diferenças de sexo/gênero em pesquisas sobre o cérebro. Veritas, 65(2), p. 1-10, 2020. Disponível em: https://revistaseletronicas.pucrs.br/veritas/article/view/36565. Acesso em: 30 jun. 2024.

HOLANDA, M.; JÚNIOR, A. L. M.; SILVA, E. H. M.; LATERZA, J.; ARAUJO, A.; CASTANHO, C.; KOIKE, C.; OLIVEIRA, R. B. Uma análise comparativa do desempenho em matemática entre gêneros nas provas do ENEM. Anais do XVI Women in Information Technology, 2022. https://doi.org/10.5753/wit.2022.223254

IBARRA, H., ELY, R. J., & KOLB, D. Educate everyone about second-generation gender bias. Harvard Business Review, 2013. Disponível em: https://hbr.org/2013/08/educate-everyone-about-second. Acesso em: 30 jun. 2024.

IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Estatísticas de gênero: Indicadores sociais das mulheres no Brasil. Relatório, 2018. Acesso em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/multidominio/genero/20163-estatisticas-de-genero-indicadores-sociais-das-mulheres-no-brasil.html?=&t=publicacoes. Acesso em 22 abr. 2024.

IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Pesquisa nacional por amostra de domicílios contínua divulgação especial mulheres no mercado de trabalho, Relatório, 2019. Acesso em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/9173-pesquisa-nacional-por-amostra-de-domicilios-continua-trimestral.html?=&t=downloads. Acesso em 22 abr. 2024.

IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Censo 2022. Disponível em: https://censo2022.ibge.gov.br/panorama/. Acesso em: 22 abr. 2024.

IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Atlas do Estado Brasileiro. Brasília: Ipea, [s.d.]. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/atlasestado/. Acesso em: 30 jun. 2024.

LAMAS, M. Género: algunas precisiones conceptuales y teóricas. Conferencia Magistral presentada en el XIII Coloquio Anual de Estudios de Género. Ciudad de México, 2004. Disponível em: https://redmujeresjusticia.org.ar/wp-content/uploads/2019/03/Ge%CC%81nero-algunas-precisiones-conceptuales-y-teo%CC%81ricas-Lamas.pdf. Acesso em: 2 jul. 2024.

LINS, M. P. B. E. Participação feminina no trabalho: o caso do TCU. Revista do TCU, 146, p. 146-189, 2020. Disponível em: https://revista.tcu.gov.br/ojs/index.php/RTCU/article/view/1681. Acesso em: 25 jun. 2024.

McKINSEY & COMPANY. Women in the workplace (relatório). LeanIn. Org., 2023. Disponível em: https://womenintheworkplace.com/. Acesso em: 30 jun. 2024.

MEIER, K.J. Representative bureaucracy and social equity: Bias, perceived fairness and efficacy. Journal of Social Equity and Public Administration, 1(1): 23-38, 2023. https://doi.org/10.24926/jsepa.v1i1.4814

MEIER, K.J.; MELTON, E.K. Bureaucratic Representation and Responsiveness. In The Oxford Handbook of Racial and Ethnic Politics in the United States (p. 5-22). Oxford Academic, 2014. https://doi.org/10.1093/oxfordhb/9780199566631.013.5

MICROSOFT. Closing the STEM gap: why STEM classes and careers still lack girls and what we can do about it (relatório). Disponível em: https://youthrex.com/report/closing-the-stem-gap-why-stem-classes-and-careers-still-lack-girls-and-what-we-can-do-about-it/. Acesso em: 30 jun. 2024.

MOSHER, F. C. Democracy and the public service, 1968. New York: Oxford University Press.

PAÇO, N.; CASACA, S. F. Equilíbrio entre mulheres e homens nos órgãos de governo das empresas cotadas em bolsa: a influência do compromisso estratégico empresarial. Sociologia, problemas e práticas, 96, p. 75-91, 2021. Disponível em: https://journals.openedition.org/spp/9142#tocto1n2. Acesso em: 30 jun. 2024.

PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional). Sítio Institucional, 2021. Conheça o movimento “Tributos a Elas”. Disponível em: https://www.gov.br/pgfn/pt-br/paginas-avulsas-1/conheca-o-grupo-201ctributos-a-elas201d. Acesso em 02 jul. 2024.

REPÚBLICA.ORG. República em Dados (site). Disponível em: https://dados.republica.org/pessoas-do-setor-publico/desafios. Acesso em: 29 jun. 2024.

FANGDA, D.; LU, J.; RICCUCCI, N. M. How bureaucratic representation affects public organizational performance: a meta-analysis. Public Administration Review, 81(6), p. 1003-1018, 2021. Disponível em: 10.1111/puar.13361. Acesso em 02 jul. 2024.

SENADO FEDERAL. Movimento “Elas no Orçamento” traz mais visibilidade a mulheres especialistas em finanças. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/tv/programas/cidadania-1/2022/11/movimento-elas-no-orcamento-traz-mais-visibilidade-a-mulheres-especialistas-em-financas. Acesso em 02 Jul 2024.

SCOTT, J. W. El género: una categoría útil para el análisis histórico. In: Historia y género: las mujeres en la Europa moderna y contemporánea. Ed. James S. Amelang e Mary Nash, p. 23-58, 1990. Disponível em: https://revistas.upr.edu/index.php/opcit/article/view/16994. Acesso em: 2 jul. 2024.

SILVA, M. J. M.; SANTOS, A. A. A. A avaliação da compreensão em leitura e o desempenho acadêmico de universitários. Psicologia em Estudo, 9(3), 2004. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pe/a/4HHZWpGsmBq8sBYLKjcgsbb/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 2 jul. 2024.

SILVA, J. T.; BARBOSA, I. S.; SOUZA, J. C. R. Neurociência cognitiva e habilidades de gênero: uma análise do desempenho cognitivo de estudantes brasileiros avaliados no PISA. Revista ARETÉ, 8(15), p. 11-25, 2015. Disponível em: https://periodicos.uea.edu.br/index.php/arete/article/view/141. Acesso em: 29 jun. 2024.

SOUZA, L. G.; LIMA, L. F. C. As desigualdades de gênero no serviço público. Observatório das Desigualdades, Fundação João Pinheiro, 2021. Disponível em: https://observatoriodesigualdades.fjp.mg.gov.br/?p=1548. Acesso em 30 Jun 2024.

STANGOR, C. The study of stereotyping, prejudice and discrimination within Social Psychology (capítulo1). In: NELSON, T. D. (Ed.) Handbook of Prejudice, Stereotyping and Discrimination (2nd ed.), 2016. New York: Psychology Press. Disponível em: https://emilkirkegaard.dk/en/wp-content/uploads/Todd_D._Nelson_Handbook_of_Prejudice_StereotypiBookos.org_.pdf. Acesso em: 2 jul. 2024.

TCU (Tribunal de Contas da União). Edital nº 001 TCU-2021, de 28 de outubro de 2021. Disponível em: https://conhecimento.fgv.br/concursos/tcu21. Acesso em: 22 abr. 2024.

TCU (Tribunal de Contas da União). Edital nº 003 TCU-2021, de 8 de setembro de 2022. Disponível em: https://conhecimento.fgv.br/concursos/tcu21. Acesso em: 22 abr. 2024.

TCU (Tribunal de Contas da União). Painel de informação – Perfil da força de trabalho, 2024. Disponível em (acesso restrito): https://www.tcu.gov.br/Paineis/_Aut/?workspaceId=127d7150-708c-4b5a-8a7b-541ed3841f15&reportId=d125db49-d6aa-4d31-8a16-6c8de358efd6 . Acesso em 31 jun. 2024.

VIANA, R. R.; TOKARSKI, C. P. Burocracia Representativa: uma (re)produção de Desigualdades de Gênero e Raça no Setor Público Federal? NAU Social, 10(19), 2019. https://doi.org/10.9771/ns.v10i19.33968

ZANELLO, V; FIUZA, G.; COSTA, H.S. Saúde mental e gênero: facetas gendradas do sofrimento psíquico. Fractal: Revista de Psicologia, v. 27, n. 3, p. 238-246, set.-dez. 2015. doi: http://dx.doi.org/10.1590/1984-0292/1483

Downloads

Publicado

2026-01-23

Como Citar

Estellita Lins, M. P. B., de Oliveira Timóteo, M. ., & Coimbra Souza Melo, P. . (2026). Chances de ingresso de mulheres no Tribunal de Contas da União por concurso público. Revista Do Serviço Público, 76(c), 14-32. https://doi.org/10.21874/rsp.v76ic.11074

Edição

Seção

Edição Especial: Mulheres na gestão pública (encerrada)