A burocracia representativa e o papel das mulheres na gestão do Estado

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DOI:

https://doi.org/10.21874/rsp.v76ic.11829

Palavras-chave:

burocracia representativa, gênero, equidade, administração pública – Brasil, mulheres

Resumo

A burocracia brasileira permanece marcada por desigualdades de gênero, raça e classe, com elites majoritariamente masculinas e brancas concentrando o poder decisório. A literatura sobre burocracia representativa demonstra que a diversidade amplia a legitimidade institucional e a responsividade estatal, contribuindo para políticas públicas mais justas e eficazes. A sub-representação de mulheres, especialmente negras, em cargos de liderança reflete barreiras estruturais e culturais, como o “teto de vidro” e os “labirintos de gênero”. Promover a equidade na burocracia exige ações institucionais concretas — políticas de ação afirmativa, capacitação e mecanismos de transparência nos processos de promoção. Essa edição especial da Revista do Serviço Público reúne estudos que abordam o papel das mulheres na gestão do Estado, evidenciando que uma burocracia diversa é essencial para fortalecer a democracia e enfrentar desigualdades históricas no Brasil.

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Biografia do Autor

Michelle Fernandez, Universidade de Brasília (UnB), Brasília – DF, Brasil

Doutora em processos Políticos Contemporâneos, Universidad de Salamanca (USAL). Professora na Universidade de Brasília (UnB) e na Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

Iara Alves, Escola Nacional de Administração Pública (Enap), Brasília – DF, Brasil

Doutora em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo, Universidade Federal da Bahia (UFBA). Diretora de Educação Executiva, Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

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Publicado

2026-01-23

Como Citar

Fernandez, M. ., & Alves, I. . (2026). A burocracia representativa e o papel das mulheres na gestão do Estado: uma apresentação. Revista Do Serviço Público, 76(c), 7-13. https://doi.org/10.21874/rsp.v76ic.11829